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domingo, 16 de setembro de 2012

Açúcar Pode Estar Relacionado à Redução de Aprendizado e Memória

O alto consumo de alimentos ricos em açúcar pode atrasar o aprendizado e diminuir a memória, enquanto o consumo de ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a compensar esses problemas, diz estudo.

O estudo, publicado no Jornal de Psicologia, sugere que uma dieta composta por muita frutose, deixa o cérebro mais devagar e atrapalha a memória e o aprendizado. Entretanto o estudo também diz que o consumo de ácidos graxos ômega-3 pode neutralizar o efeito.

Fernando Gomez-Pinilla, da Universidade da Califórnia-Los Angeles (UCLA), demonstra no estudo realizado com ratos, que os alimentados com dieta rica em frutose tiveram dificuldades em se lembrar de caminho em um labirinto, e já os que foram alimentados com frutose e ômega-3 aprenderam mais rápido e se lembraram por mais tempo do caminho.

Os ratos alimentados somente com frutose tiveram declínio na atividade sináptica, que é a capacidade das células do sistema nervoso se comunicarem com outras, interrompendo a habilidade dos ratos pensarem claramente e lembrarem do caminho do labirinto, que eles aprenderem 6 semanas antes do teste. O ômega-3 é essencial para a atividade sináptica, desse modo os ratos alimentados com esse ácido-graxo foram melhores no teste.

A frutose encontrada em sua forma natural, encontrada nas frutas, não preocupa os pesquisadores. O que pode causar os distúrbios é o excesso de frutose, que pode ser encontrados em xaropes de milho e adoçantes, que são vendidos em sua forma simples e amplamente utilizados pela indústria na produção de refrigerantes e em condimentos.

O estudo foi classificado como uma novidade pelo pesquisador, pois a frutose ainda não tinha sido relacionada com danos ao sistema nervoso.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Você sabe o que é Bisfenol A?


Bisfenol-A ou BPA é um difenol, policarbonato mais comum, utilizado na fabricação de plásticos e resinas. Desde o dia 1º de janeiro de 2012, está proibida a venda de mamadeiras ou outros utensílios para lactentes que contenham a substância BPA. A determinação é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e baseada em estudos que apontam possíveis riscos decorrentes da exposição ao BPA.
Estudos demonstram que o Bisfenol-A tem potencial cancerígeno, além de provocar efeitos adversos no desenvolvimento físico, neurológico e comportamental de crianças, devido ao fato de o componente químico exercer a atividade de um "desrruptor endócrino" - substância capaz de alterar nossos hormônios.
Presente no revestimento de latas, em embalagens e utensílios plásticos, o Bisfenol-A ganha o corpo pela boca e, no organismo, atua nos receptores dos hormônios, simulando sua função. Estudos sugerem que, ao entrar em contato com o organismo humano, principalmente durante a vida intra-uterina, a substância pode afetar o sistema endócrino, aumentando ou diminuindo a ação de hormônios naturalmente produzidos pelo corpo humano, trazendo danos à saúde, como infertilidade, puberdade precoce, endometriose,  autismo em crianças e adolescentes, hiperatividade, diabetes, alterações na próstata, e no trato reprodutivo masculino, problemas no desenvolvimento cerebral, obesidade e até câncer. 

Você trocou os plásticos da sua cozinha, para livrar-se do tal do BPA, que afamou-se por seus malefícios, e que ainda está fazendo a indústria do plástico faturar alto em plásticos aparentemente mais seguros ( e com certeza bem mais caros) ?

A primeira coisa que eu tenho a dizer é: CUIDADO! Ao trocar seu plástico “normal” por um isento de BPA você não está fazendo tão grande negócio assim. O BPA não é a única substância ruim dos plásticos, é só a mais conhecida e afamada. Qualquer plástico é ruim e fim de conversa!
Se é pra trocar por um produto melhor, troque os recipientes de plástico da sua cozinha por recipientes de vidro. Eles são um pouco mais caros, é verdade, mas se você for minimamente cuidadoso(a), eles duram muito mais e com certeza colaboram com a sua ótima saúde.

Ok, você seguiu as minhas recomendações e as recomendações de muitos profissionais de saúde e da mídia, e trocou seus plásticos por vidro. Aí pensa estar livre do tal BPA, certo? Errado!

Se você continua a consumir enlatados, saiba que você continua ingerindo doses consideráveis de BPA (e outra que nem estou falando nada do conteúdo das latas, que normalmente é um alimento tão processado, que nem alimento de verdade é mais…). Um estudo recente mostrou que somente 5 dias de consumo de enlatados é capaz de aumentar em 1000% os níveis de BPA no nosso organismo!!!!

Mais uma razão para investir em comida deverdade!!!
Mais uma ótima razão para evitar enlatados!!

Saiba como Evitar a Exposição ao BPA   
1 - Use mamadeiras e utensílios de vidro ou "BPA free" para os bebês.
2 – Jamais esquente no microondas bebidas e alimentos acondicionados no plástico. O bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.
3 – Evite levar ao freezer alimentos e bebidas acondicionadas no plástico. A liberação do composto também é mais intenso quando há um resfriamento do plástico.
4 - Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas, pois o bisfenol é utilizado como resina epóxi no revestimento interno das latas. Evite latas amassadas.
5 - Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico. Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos.
6 - Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.
7 – Caso utilize embalagens plásticas para acondicionar alimentos ou bebidas, evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com os números 3 e 7 no seu interior e na parte posterior das embalagem. Eles indicam que a embalagem contem ou pode conter o BPA na sua composição.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vantagens dos Peixes na Nossa Alimentação

Saiba quais as vantagens de comer Peixe

   Para que a alimentação fique mais rica e nutritiva, deve ser incentivado o consumo de peixe, visando a diminuição da ingestão de ácidos graxos saturados e ao aumento de poliinsaturados ômega 3, vitaminas e minerais.
  Os peixes possuem proteínas com valor nutricional ligeiramente superior às das carnes vermelhas. Além disso, as proteínas dos peixes são de alta digestibilidade, favorecendo o processo de digestão.
   A porcentagem de lipídeos da maioria dos peixes encontra-se entre 0,2 a 23,7%. Essa quantidade varia de acordo com a espécie, sexo, idade, tipo de alimentação, estação do ano, entre outros fatores. Assim, eles podem ser classificados em: Baixo teor de gordura: menor que 2%, Médio teor de gordura: 2 a 5%, e Alto teor de gordura: acima de 5%.
   Os peixes de carne clara apresentam menor quantidade de lipídeo que os de carne escura.  Os peixes de água salgada são mais ricos em ômega 3 porque se alimentam de fitoplâncton marinhos que contém esse ácido graxo, e são exemplos desse grupo, o atum, arenque, o bacalhau, a sardinha, e o salmão. Já os peixes de água doce também apresentam ômega 3 mas em muito inferior quantidade quando comparados aos do primeiro grupo.
   Os peixes são boas fontes de vitaminas e minerais, como vitaminas A, E e principalmente, D. Também são ricos em Niacina - presente nas reações químicas de liberação de energia em nosso corpo -  e Ácido Pantotênico - essencial no metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras. Além disso, também contém minerais importantes como sódio, potássio,  magnésio, cálcio, ferro, fósforo, iodo, flúor, selênio, manganês e cobalto.
  Outros benefícios proporcionados pelo ácido graxo ômega 3 presente nos peixes: Diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (derrame), redução da pressão arterial, ação anti-inflamatória, combate os tumores, diminuição das taxas de triglicerídeos e colesterol total no sangue.
  Os peixes são versáteis e são fáceis de preparar. Os frescos cozinham em pouquíssimo tempo. Podem ser usados em diversas preparações, como: ao molho, empanado, assado, ensopado, cozido, grelhado, frito, a até mesmo cru. Também podem ser adquiridos em conserva, resfriados, congelados, salgados ou defumados. 
   Por causa de todas as vantagens descritas, incluir ou aumentar o consumo de peixes é uma boa atitude para obter os benefícios que os seus nutrientes fornecem!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A Importância da Alimentação durante o Tratamento do Câncer

Alimentando-se corretamente o paciente irá se sentir melhor e mais forte, além de manter ou recuperar o peso, tolerar melhor os tratamentos e os efeitos colaterais, diminuir o risco de infecção e melhorar a cicatrização. 

A terapia nutricional para pacientes com câncer deve ser realizada de forma individualizada, levando-se em consideração, suas necessidades nutricionais, restrições dietéticas, tolerância, estado clínico, e efeitos colaterais esperados. Deve ser instituído tão logo seja diagnosticado a doença para prevenir a perda de peso e a desnutrição.

A escolha da estratégia nutricional pode variar desde a orientação nutricional nos primeiros estágios preventivos do diagnóstico, até a implementação de nutrição enteral (por sonda) em pacientes que não sejam capazes de suprir suas necessidades por via oral. 

A incidência de desnutrição em pacientes com câncer varia de 40 a 80%, sendo que os pacientes com tumores na região de cabeça e pescoço, pulmão, esôfago, estômago, cólon, reto, fígado e pâncreas apresentam uma maior prevalência, enquanto os pacientes com câncer de mama, leucemia, sarcoma e linfomas tem um baixo risco de perda de peso. A variação dessa prevalência ocorre primariamente pela localização do tumor, mas pode ser também devido a diferentes critérios utilizados para definir a desnutrição: idade, tamanho do tumor, tipo histológico, grau de estadiamento, presença de metástase e tratamento oncológico.

Os efeitos clínicos da desnutrição se manifestam por dificuldade de cicatrização, aumento do risco de infecção e toxicidade do tratamento, maior demanda de cuidados e custos hospitalares, diminuição da resposta ao tratamento, da qualidade de vida e sobrevida, quando comparados com pacientes com um adequado estado nutricional. 

As modalidades de tratamento para o câncer podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambos. Cada uma destas podem resultar em efeitos colaterais que afetam o estado nutricional. As cirurgias podem resultar em dor local, dificuldade de mastigação e deglutição, jejum prolongado, fístulas, infecção da ferida operatótia, etc. A radioterapia e a quimioterapia não atuam exclusivamente na população de células malignas, atuam também nos tecidos normais, causando os efeitos colaterais e contribuindo para problemas nutricionais específicos e afetando potencialmente o estado nutricional do paciente. 

Alguns quimioterápicos levam a anorexia causando uma anormalidade no paladar, presença de ulceração na mucosa como mucosite, queilose, glossite, estomatite e esofagite interferindo na ingestão de nutrientes devido a dor severa. Praticamente todas as drogas antineoplásicas causam náuseas, vômitos e alterações gastrointestinais como a diarréia e constipação, sendo que esses sintomas são proporcionais a quantidade de droga ministrada, tornando-se mais intensos quando a quantidade de droga for maior. As primeiras conseqüências são redução da ingestão alimentar e conseqüentemente uma depleção do estado nutricional.

A gravidade dos efeitos da radiação dependem da área tratada, do volume, da dose e do tempo de tratamento. Apesar de temporários esses sintomas levam a graves conseqüências nutricionais, em especial quando os pacientes não são submetidos a um acompanhamento nutricional precoce e adequado. Portanto, as intervenções nutricionais pró-ativas em substituição às reativas devem integrar a terapia do câncer para que haja melhora nos resultados clínicos e na qualidade de vida.

A terapia nutricional pode ser feita por três vias, ou seja, a via oral, enteral ou parenteral. Cada método tem suas indicações precisas e adequadas, não cabem considerações sobre qual método é mais seguro ou barato. Havendo condições sempre a via mais fisiológica é a ideal. 

Deve-se insistir na via oral, fracionando melhor as refeições, modificando a consistência da dieta e variando a alimentação para evitar monotonia. Se apesar destes ajustes não se conseguir atingir as necessidades calóricas é válido o uso de suplementos nutricionais orais.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Sentimentos e Doenças

SE NÃO QUISER ADOECER: CONTE OS SEUS SENTIMENTOS.

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna... com o tempo, a repressão dos sentimentos degenera até em câncer.

Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.

O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

(Drauzio Varella)

domingo, 15 de julho de 2012

NOVO CONCEITO DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR: O NOVO CONCEITO DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

A nova pirâmide alimentar como podemos observar leva em conta vários fatores que a anterior não tinha em sua composição. 




Como podemos observar: na base da pirâmide temos a Água e a Atividade Física, os Cereais Integrais, Azeite Extra Virgem e Gordura de origem Vegetal, e olha lá no topo na pirâmide, a Carne Vermelha! Que antes ficava junto ao grupo das carnes, agora tem consumo esporádico. 


Abaixo algumas orientações do Novo Conceito Alimentar: 

 Escolher uma dieta variada com alimentos de todos os grupos da Pirâmide;

 Dar preferência aos vegetais como frutas, verduras e legumes;

 Ficar atento ao modo de preparo dos alimentos para garantia de qualidade final, dando prioridade aos alimentos em sua forma natural, e às preparações assadas, cozidas em água ou vapor, e grelhadas;

 Ler os rótulos dos alimentos industrializados para conhecer o valor nutritivo do alimento que será consumido;

 Medidas radicais não são recomendadas e os hábitos alimentares devem ser gradativamente modificados;

 Utilizar açúcares, doces, sal e alimentos ricos em sódio com moderação;

 Consumir alimentos com baixo teor de gordura. Preferir gorduras insaturadas, leite desnatado e carnes magras;

 Se fizer uso de bebidas alcoólicas, fazer com moderação,

 Para programar a dieta e atingir o peso ideal considerar o estilo de vida e a energia diária necessária.